Resumo elaborado pela Redação Brasil em Foco. Fontes: Terra/Agências e Gazeta do Povo.
A legislação eleitoral estabelece que candidatos a cargos majoritários e proporcionais devem se afastar de funções no Executivo seis meses antes das eleições de 4 de outubro de 2026 — o que fixa o prazo em 4 de abril. Março, portanto, é o mês de decisões definitivas para grande parte do cenário político.
Do lado do governo, cerca de 20 ministros devem deixar os cargos para concorrer, segundo levantamento da imprensa. Entre os cotados estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT). O objetivo do PT é ampliar sua presença no Congresso, especialmente no Senado, onde dois terços das cadeiras estão em disputa.
Entre os governadores, apenas 9 dos 27 estão habilitados para disputar a reeleição. Os demais precisam escolher entre concorrer a outro cargo — como o Senado — ou se manter no cargo atual sem participar da eleição. O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou que deve deixar o cargo no final de março para disputar o Senado. Já o Cláudio Castro (PL-RJ) aguarda o desfecho de seu julgamento no TSE, marcado para 24 de março, para confirmar candidatura ao Senado fluminense.
No campo da oposição, a direita articula eleger maioria no Senado com objetivo declarado de aprovar o impeachment de ministros do STF, acusados de abuso de autoridade e conflito de interesses envolvendo o escândalo do Banco Master.