A mais recente pesquisa Genial/Quaest consolidou a visão de que a eleição presidencial de 2026 será definida tanto pelos votos a favor quanto pelos votos contra os candidatos. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) polarizam não só as intenções de voto — mas também a rejeição do eleitorado brasileiro.
Rejeição empatada no topo
- Rejeição a Flávio Bolsonaro: 55%
- Rejeição a Lula: 54%
Para especialistas em pesquisas eleitorais, os índices de rejeição são considerados de difícil alteração — e serão determinantes para o resultado do segundo turno, quando a disputa se torna binária.
Intenções de voto no 2º turno (Quaest, fev/2026)
No cenário estimulado de segundo turno entre os dois líderes, Lula aparece com 43% contra 38% de Flávio Bolsonaro — diferença que vem diminuindo mês a mês desde dezembro de 2025, quando era de 10 pontos percentuais.
O fenômeno do “antipetismo de chegada”
A diretora-executiva do instituto Ideia, Cila Schulman, explica o mecanismo que pode definir o primeiro turno: “É um fenômeno observado no final do primeiro turno. O eleitor de direita passa a escolher, entre os candidatos do campo, aquele que acredita ter mais chance de derrotar Lula. Se houver disputa entre Flávio e outro nome da direita com menor rejeição, o eleitor pode fazer esse cálculo estratégico.”
Esse raciocínio explica o interesse do PSD em lançar um candidato com menor rejeição — seja Ratinho Junior, Eduardo Leite ou Ronaldo Caiado — que possa atrair o voto útil anti-Lula no primeiro turno.
Metodologia
A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial S.A. Nível de confiança: 95%. Registro no TSE: BR-00249/2026.

